Pular para o conteúdo principal

II Seminário Velhices LGBT: expressões da violência contra pessoas idosas

Fazer essa reflexão no mês de junho é integrar esta temática no calendário de ações da Campanha Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado no dia 15 de junho, para sensibilizar e conscientizar sobre as diferentes facetas da violência. Trata-se de uma estratégia relevante para a visibilidade desse tema nas velhices LGBT.


Serviço - II Seminário Velhices LGBT
Dia 28 de junho de 2018 – quinta-feira     Horário: 08h às 17h30
Local: Câmara Municipal de S. Paulo. Palácio Anchieta Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista
São Paulo-SP – CEP: 01319-900    Inscrições: http://www.eternamentesou.org – https://www.facebook.com/events/2135970766626621/
Entrada: 1kg de alimento não perecível

“Expressões da violência contra a pessoa idosa” é o tema do II Seminário Velhices LGBT, organizado por Diego Felix Miguel, Rogério Pedro e Sandra Gomes, com o apoio de Toninho Vespoli. O evento acontecerá no dia 28 de junho na Câmara Municipal de São Paulo. No primeiro evento, realizado em novembro de 2017, o I Seminário Velhices LGBT, promoveu um diálogo inicial entre profissionais que atuam na área socioassistencial e de saúde, poder público, militantes e sociedade civil, a fim de dar visibilidade às velhices LGBT.

De acordo com os organizadores do evento em 2018, fazer essa reflexão no mês de junho é integrar esta temática no calendário de ações da Campanha Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado no dia 15 de junho, data instituída pela Organização das Nações Unidas em 2006 para sensibilizar e conscientizar sobre as diferentes facetas da violência que marginalizam e o oprimem pessoas idosas. Trata-se de uma estratégia relevante para a visibilidade desse tema na população idosa LGBT.

Estudos apontam nove tipos de violência que acontecem com pessoas idosas: violência física, institucional, abandono, negligência, violência financeira (econômica), auto-negligência, medicamentosa, psicológica e sexual. Nesse contexto, os organizadores do evento perguntam: será que a pessoa idosa LGBT está mais suscetível à violência? De quais violências estamos falando?

Para enriquecer essa reflexão sobre as velhices, o II Seminário Velhices LGBT, promoverá o debate dos seguintes temas: a) Violência e violência velada LGBTfobia; b) Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero e; c ) Atuação da rede socioassistencial e de saúde.

O evento contará ainda com um bate papo especial sobre “Memórias e afetos” com Anyky Lima e Jane Di Castro, mulheres trans que são referência na militância dos direitos LGBT, com a participação especial de Tchaka – Rainha das Festas e apresentações culturais.

Quem é Eternamente SOU - EternamenteSou é uma organização não governamental que iniciou seus trabalhos em 2017 por meio de um coletivo de profissionais mobilizados pela necessidade da criação e implantação de serviços e projetos voltados ao atendimento psicossocial a pessoas idosas LGBT. Considerando o preconceito, intolerância e a invisibilidade que pessoas idosas LGBT estão submetidas, a organização busca desenvolver um trabalho integrado na rede socioassistencial do município de São Paulo, de modo a conhecer e contemplar as demandas oriundas das especificidades desse segmento em seus aspectos biopsicossociais e favorecer sua inclusão social e protagonismo, proporcionando uma velhice digna e ativa.



Em 31/05/2018          www.portaldoenvelhecimento.com.br/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Divinas Divas, cinquenta anos de carreira

Foto: Leandra Leal e As travestis Brigitte de Búzios, Camille K, Divina Valéria, Rogéria, Jane Di Castro, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos e Marquesa. DIVULGAÇÃO Filme retrata a primeira geração de travestis brasileiras Dirigido por Leandra Leal, ‘Divinas Divas’ traz 8 artistas com 50 anos de carreira teatral. Documentário recebeu dois prêmios no Festival do Rio e tem estreia prevista para 2017 Muita maquiagem, muito brilho, muito hormônio à flor da pele e muito talento também. No documentário   Divinas Divas  – uma das pérolas do Festival Internacional de Cinema do  Rio  – o excesso  é celebrado na figura de oito travestis que representam a história da arte performática no Brasil: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios. Todas artistas hoje com mais de 70 anos que alcançaram os 50 de carreira, personificando recordes no país sob todos os ângulos e, sobretudo, esquiv...

Saber ouvir 2 - Escutatória Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...   E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor....

Chapéu Violeta - Mário Quintana

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha. Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela. Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa. Aos 20 anos: Ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas, vai sofrendo. Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda, muito magra, muito alta, muitobaixa, muito liso muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo. Aos 40 anos: Ela se olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa e sai mesmo assim. Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender. Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo. Aos 70 anos: Ela olha para si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida. Aos 80 an...

O Livro de hoje: A Velhice, Simone de Beauvoir

VELHICE, A (Simone de Beauvoir) Simone de Beauvoir procurou refletir sobre a exclusão dos idosos em sua sociedade, mas do ponto de vista de que sabia que iria se tornar um deles, como quem pensava o próprio destino. Para ela, um dos problemas da sociedade capitalista está no fato de que cada indivíduo percebe as outras pessoas como meio para a realização de suas necessidades: proteção, riqueza, prazer, dominação. Desta forma, nos relacionamos com outras pessoas priorizando nossos desejos, pouco compreendendo e valorizando suas necessidades. Esse processo aparece com nitidez em nossa relação com os idosos. Em seu livro, a pensadora demonstra que há uma duplicidade nas relações que os mais jovens têm com os idosos, uma vez que, na maioria das vezes, mesmo sendo respeitado por sua condição de pai ou de mãe, trata-se o idoso como uma espécie de ser inferior, tirando dele suas responsabilidades ou encarando-o como culpado por sobrecarga de compromissos que imputa a filhos ou netos....

Poesia para uma manhã chuvosa: Catador de lindezas e Guardar

CATADORA DE LINDEZAS "Eu venho de lá, onde o bem é maior. De onde a maldade seca, não brota. De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como benção. Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades. Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações. Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor. Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças. Eu venho de um lugar onde criança é anjo, jovem é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria. Eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe. Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, fé e carinho. Eu venho de lá e não estou sozinho, “sou catador de lindezas”, sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem. Procuro bonitezas e bem querer, sobrevivo do que tem ...