Pular para o conteúdo principal

A companheira de todas as horas: a leitura

A escritora Ruth Rocha uma vez disse que as pessoas são divididas em três categorias: as que serão leitores sem nenhum estimulo; as que precisam de estimulo para ler e as que não lerão nunca.

Acreditando que o Viva a Velhice  conquistou a fidelidade de muitos leitores. Convencida?  Direi que não. O Analitcs, agora ExactMetrics me informa diariamente quantos pessoas visitaram o Blog e qual o post eleito para a visita e quantos minutos permaneceram em cada um.

Sabemos nós que o Viva a Velhice abriga longos e longos artigos e não vai mudar, porque o objetivo é informar e um artigo técnico ou oriundo de pesquisa, seja lá qual for a metodologia jamais será um bilhete.

Mas hoje, coisa que há tempos não aparece por aqui, vamos sugerir livros para leitura, que tem tudo a ver com o momento histórico que estamos vivendo.

Numa pequena cidade da costa argelina, na década de 1940, a vida dos habitantes segue sua rotina até que milhares de ratos começam a surgir do subterrâneo e morrer aos milhares. Logo as pessoas também começam a pegar a doença — e seu destino é, em muitos casos, o mesmo. Essa narrativa, escrita em 1947 pelo franco-argelino Albert Camus, tem atraído muitos leitores em diversos países da Europa, em meio à pandemia do Covid-19.

Estamos falando de A Peste de Albert Camus.

Sugerimos, também, Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago.

O "Ensaio Sobre a Cegueira" é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ´uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos´.

Ensaio sobre a Cegueira também está em filme. Divirta-se.
Em tempo: um link oportuno www.contioutra.com/em-montevideu-cestas-basicas-foram-distribuidas-com-livros-trazendo-alimentos-o-corpo-e-para-a-alma/  
Comentários sobre os livros:  www.bbc.com/portuguese/  e  www.saraiva.com.br/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Saber ouvir 2 - Escutatória Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...   E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor....

Velhos? Não. Somos todos contemporâneos

Fonte:  http://www.publico.pt/temas/jornal/velhos-nao-somos-todos-contemporaneos-26809407 CATARINA FERNANDES MARTINS  -  14/07/2013 , Portugal A discriminação em relação à idade é a principal forma de discriminação sentida pelos portugueses. E tem um nome: idadismo. "Dá a impressão de que se não fossem os velhos o país estava bem" Jorge Cabral, 68 anos, estava a atravessar a estrada. Um carro conduzido por um homem de meia-idade acompanhado por três crianças passou por ele. Talvez nesse momento andasse mais devagar do que o normal porque de dentro do carro o homem berrou-lhe: "Sacana do velho! Já deves anos à cova." Só há três ou quatro anos é que descobriu que era velho. Nessa altura ainda exercia advocacia e era professor universitário. Enquanto esperava na fila do bar da Universidade Lusófona, ouviu uma aluna perguntar a uma colega: "O velhote de Penal já chegou?" O velhote de Penal era ele. Durante os 38 anos que ensinou Direito Penal não se le...

Chapéu Violeta - Mário Quintana

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha. Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela. Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa. Aos 20 anos: Ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas, vai sofrendo. Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda, muito magra, muito alta, muitobaixa, muito liso muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo. Aos 40 anos: Ela se olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa e sai mesmo assim. Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender. Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo. Aos 70 anos: Ela olha para si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida. Aos 80 an...

Erótica é a alma em Viva a Velhice

Vamos juntos exercitar o envelhecimento. Retomando o Blog Viva a Velhice agora, com a mão na massa. Para um bom começo escolhi a nobreza de um texto de Adélia Prado. Outros textos serão buscados e aqui apresentados. Dos  escritores, poetas e cientistas compartilharei o conteúdo que, em acordo com meus valores, será um valioso contributo para o alcance do propósito deste blog que é o de bem Viver a Velhice. Começo com Adélia Prado com "Erótica é a Alma". "Todos vamos envelhecer... Querendo ou não, iremos todos envelhecer. As pernas irão pesar, a coluna doer, o colesterol aumentar. A imagem no espelho irá se alterar gradativamente e perderemos estatura, lábios e cabelos. A boa notícia é que a alma pode permanecer com o humor dos dez, o viço dos vinte e o erotismo dos trinta anos. O segredo não é reformar por fora. É, acima de tudo, renovar a mobília interior: tirar o pó, dar brilho, trocar o estofado, abrir as janelas, arejar o ambiente. Porque o tempo, invariavel...

O Dente-de-Leão e o Viva a Velhice

  A belíssima lenda do  dente-de leão e seus significados Segundo uma lenda irlandesa, o dente-de-leão é a morada das fadas, uma vez que elas eram livres para se movimentarem nos prados. Quando a Terra era habitada por gnomos, elfos e fadas, essas criaturas viviam livremente na natureza. A chegada do homem os forçou a se refugiar na floresta. Mas   as fadas   tinham roupas muito chamativas para conseguirem se camuflar em seus arredores. Por esta razão, elas foram forçadas a se tornarem dentes-de-leão. Comentário do Blog: A beleza  do dente-de-leão está na sua simplicidade. No convívio perene com a natureza, no quase mistério sutil e mágico da sua multiplicação. Por isso e por muito mais  é que elegi o dente-de-leão  como símbolo ou marca do Viva a Velhice. Imagem  Ervanária Palmeira   O dente-de-leão é uma planta perene, típica dos climas temperados, que espontaneamente cresce praticamente em todo o lugar: na beira de estrada, à bei...