Pular para o conteúdo principal

Viver a velhice é assim

 

Aprendendo a viver com Nora Rónai

Nora Rónai é um exemplo de como viver a velhice. Atividades físicas e culturais, convivência com amigos e família fazem parte do seu cotidiano. Um bela história.

Se você é daquele tipo de pessoa que diz não poder mais fazer certas coisas por conta da sua idade, você precisa parar e refletir um pouco no quanto esse pensamento pode estar te impedindo de viver experiências incríveis por mera bobeira sua. Para provar que idade não é empecilho para viver a vida a todo gás e com muita diversão, nós vamos hoje te contar a história de Nora Tausz Rónai.

A história de Nora Rónai começa no Brasil em maio de 1941, quando, juntamente com sua família de italianos, ela veio para o Rio de Janeiro fugindo do Nazismo. Aqui, Nora estudou, o que não podia fazer em sua terra natal, se formou em arquitetura e se tornou professora.

Campeã de natação aos 90 anos - Porém, a sua grande paixão mesmo é a piscina. Atualmente já aposentada das salas de aula, Nora Rónai é agora atleta de natação. A senhora de 91 anos participa de competições na categoria Máster, onde é campeã e já bateu o recorde mundial no Torneio Mais Mais de Natação Máster nos 100 m borboleta e é dona de um recorde mundial no revezamento 4×100, conquistado na Suécia.

A atleta, que antes da natação praticava salto de plataforma, viaja o mundo para participar de competiçõese só parou de praticar o esporte pelo qual é apaixonada quando teve um câncer. Mas, voltou às piscinas logo após o fim do tratamento, que contou com uma cirurgia e medicamentos.

Nora comemorou seus 80 anos saltando de paraquedas - Nora não vê a idade com um obstáculo para nada. Ela faz o que sente vontade, e não o que, por convenção da sociedade, se acha que uma senhorinha deve ou pode fazer. Prova disso foi o presente que Nora pediu para comemorar seus 80 anos. Para celebrar a nova idade com grande estilo, a jovem senhora fez um salto de paraquedas em queda livre.

Nora Rónai conta sempre com o apoio da família, que se diz bastante orgulhosa das conquistas e feitos da mãe. Já quanto a sua energia, a atleta diz que não tem segredos, mas que sempre se alimentou muito bem e nunca foi de se entregar aos exageros culinários.

Com tanta história inspiradora para contar, Nora resolveu escrever um livro, a autobiografia “Memórias de um Lugar Chamado Onde”, descrevendo como foi sua infância na Europa e a vinda de sua família para o Brasil. Além disso, Nora também é autora de uma coletânea de contos infantis. Com toda essa energia que a atleta transborda, talvez cheguem novos livros sobre sua vida em breve.

Fonte: http://www.norteandovoce.com.br/regioes/ceara/conheca-a-historia-de-nora-ronai-atleta-de-91-anos/

Publicado em: 16 de jul de 2015

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Divinas Divas, cinquenta anos de carreira

Foto: Leandra Leal e As travestis Brigitte de Búzios, Camille K, Divina Valéria, Rogéria, Jane Di Castro, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos e Marquesa. DIVULGAÇÃO Filme retrata a primeira geração de travestis brasileiras Dirigido por Leandra Leal, ‘Divinas Divas’ traz 8 artistas com 50 anos de carreira teatral. Documentário recebeu dois prêmios no Festival do Rio e tem estreia prevista para 2017 Muita maquiagem, muito brilho, muito hormônio à flor da pele e muito talento também. No documentário   Divinas Divas  – uma das pérolas do Festival Internacional de Cinema do  Rio  – o excesso  é celebrado na figura de oito travestis que representam a história da arte performática no Brasil: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios. Todas artistas hoje com mais de 70 anos que alcançaram os 50 de carreira, personificando recordes no país sob todos os ângulos e, sobretudo, esquiv...

Saber ouvir 2 - Escutatória Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...   E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor....

Chapéu Violeta - Mário Quintana

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha. Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela. Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa. Aos 20 anos: Ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas, vai sofrendo. Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda, muito magra, muito alta, muitobaixa, muito liso muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo. Aos 40 anos: Ela se olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa e sai mesmo assim. Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender. Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo. Aos 70 anos: Ela olha para si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida. Aos 80 an...

O Livro de hoje: A Velhice, Simone de Beauvoir

VELHICE, A (Simone de Beauvoir) Simone de Beauvoir procurou refletir sobre a exclusão dos idosos em sua sociedade, mas do ponto de vista de que sabia que iria se tornar um deles, como quem pensava o próprio destino. Para ela, um dos problemas da sociedade capitalista está no fato de que cada indivíduo percebe as outras pessoas como meio para a realização de suas necessidades: proteção, riqueza, prazer, dominação. Desta forma, nos relacionamos com outras pessoas priorizando nossos desejos, pouco compreendendo e valorizando suas necessidades. Esse processo aparece com nitidez em nossa relação com os idosos. Em seu livro, a pensadora demonstra que há uma duplicidade nas relações que os mais jovens têm com os idosos, uma vez que, na maioria das vezes, mesmo sendo respeitado por sua condição de pai ou de mãe, trata-se o idoso como uma espécie de ser inferior, tirando dele suas responsabilidades ou encarando-o como culpado por sobrecarga de compromissos que imputa a filhos ou netos....

O amor na velhice = Direitos Humanos

"Somos todos lindos, independente de aparência física, porque é linda nossa alma e linda a nossa coragem de amar! Portanto, não nos enterremos antes da hora." Por Olympia Salete Rodrigues,12/033/198 a 21/05/2006 A Cora Coralina que todos conhecemos: aquela mulher que se descobriu poeta já bem velhinha, depois de uma vida de luta, inclusive com um casamento desastroso que ela carregou corajosamente e, só após a morte do marido, conseguiu se ver em sua enorme e verdadeira dimensão, como mulher e como poeta. Escolhi este poema para ilustrar este Artigo por dois motivos: o primeiro por pensar exatamente como ela ao entregar o amor ao amado. O amor tem que ser entregue SEMPRE, mesmo que não seja aceito. Porque o amor só se torna concreto se chega às mãos do ser amado. E, se não entregamos o amor que sentimos, esse amor fica maculado e se deforma, pois foi sonegado, o que, em matéria de amor, é crime sem perdão. O segundo motivo de minha escolha é colocar para todos que me lêem ref...