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Resiliência: conceito e olhares

Comentário do Blog: Todas as vezes que ouvi  uma palestra sobre políticas públicas, prestação de serviços privados  e afins, direcionados para as pessoas em idade avançada, em algum momento crítico relativos a abrangência, qualidade da oferta e comportamento do beneficiário/usuário, aparecia alguém para dizer: isso é resiliência. Deixava, assim, a sensação de que por ser o usuário resiliente secundária era a qualidade. No que se refere ao mercado de trabalho, a resiliência parece estar associada a exploração do trabalhador. Postarei a introdução  de dois artigos e o link onde estão publicados os artigos.

O mito da resiliência e o caminho até o burnout - O mantra de que ser resiliente é aguentar a pressão, encarar o excesso de trabalho e aturar chefes insensíveis traz sérias consequências

Por Caroline Marino Atualizado Publicado em 30 out 2020 

Saltar de novo. Em latim, esse é o significado literal da palavra “resiliência”. O termo vem sendo usado desde o século 19 para descrever, na física, a capacidade de os objetos voltarem ao normal depois de passarem por deformações — como uma mola que, após ser esticada ao extremo, se recompõe como se nada tivesse acontecido. Do ponto de vista psicológico, a resiliência se traduz na capacidade de se adaptar a circunstâncias estressantes e se recuperar de eventos adversos. Há alguns anos, a palavra se espalhou pelo mundo do trabalho a ponto de se tornar um jargão corporativo. 

Não é raro encontrar vagas que exijam que o candidato tenha a resiliência como uma de suas habilidades, ver a palavra estampando os valores de uma companhia ou achar cursos cujo objetivo seja tornar o...  Leia mais em: https://vocesa.abril.com.br/carreira/o-mito-da-resiliencia-e-o-caminho-ate-o-burnout/

Resiliência e velhice: revisão de literatura - Resiliência é compreendida como um padrão de funcionamento adaptativo frente aos riscos atuais e acumulados ao longo da vida. Engloba uma variedade de recursos psicológicos, essenciais para a superação de adversidades, como as competências pessoais, as autocrenças e o controle interpessoal em interação com os apoios sociais. Os objetivos são apresentar conceitos de resiliência psicológica em idosos, associados aos modelos teóricos dominantes e descrever os principais dados encontrados em revisão de literatura internacional e brasileira, no período 2007 - 2013. Foram utilizadas as bases de dados PubMed, PsychoInfo, SciELO e Pepsic, como descritores os termos resilience, psychological resilience e aging e resiliência e envelhecimento, velhice e velho. Foram selecionados e analisados 53 artigos internacionais e onze nacionais. Os artigos internacionais foram classificados em quatro categorias: recursos psicológicos e sociais de enfrentamento, regulação emocional frente a experiências estressantes, resiliência e envelhecimento bem-sucedido e correlatos, e medidas de resiliência. Os artigos brasileiros foram agrupados nas categorias recursos psicológicos e sociais de enfrentamento, resiliência em cuidadores e revisão teórica. Predominam artigos sobre recursos psicológicos e sociais e sobre regulação emocional como fatores-chave associados à resiliência psicológica na velhice.

Resiliência; Enfrentamento; Regulação emocional; Idoso,  
Por: Arlete Portella FontesAnita Liberalesso Neri


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Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...   E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor....

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