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COVID-19 e a população idosa

Frente à pandemia do coronavírus, o que os idosos e todos nós precisamos saber e como devemos proceder.

Comentário do Blog: Posto aqui um artigo do Professor Jorge Felix  e logo a seguir um vídeo com o médico Sergio Paschoal do canal "o que rola na geronto". Ambos, oportunos e práticos.

Como professor de Epidemiologia do Envelhecimento na Gerontologia da USP, me sinto na obrigação de orientar sobre algumas questões da #covid19brasil em relação aos #idosos , o maior grupo de risco.
Essa pandemia é também o maior desafio do profissional de Gerontologia.Todos estão convocados a atuar no dia a dia nessa batalha. Mas as famílias, claro, têm o papel relevante, pois 99% dos idosos brasileiros vivem em arranjos familiares.
Orientem e cuidem de seus idosos e os idosos independentes deles mesmos. Isso não é uma tarefa fácil como parece.

Então, vamos lá:
Devido ao próprio processo de envelhecimento, os idosos tendem a mitigar os riscos ou a aumentar o senso de confiança (daí os famosos golpes mirarem esse segmento). Então é difícil para eles mesmos e suas famílias quebrarem a rotina. Se tem exame marcado, querem ir, querem continuar indo às compras...etc É preciso, nesse momento, uma comunicação precisa e eficaz com os idosos para convencê-los a alterar a rotina. Isso porque a rotina deles já é restrita e eles não querem abrir mão de suas atribuições, sobretudo aqueles com mais de 70.
Os hábitos do dia a dia também precisam ser alterados por causa da #covid19brasil Nada de lenço de pano (os idosos), toalhas que enxugam o suor (sobretudo idosas) e é preciso, principalmente, fazer uma nova gestão de cuidadoras e domésticas que convivem com os mais velhos.
Altere horários, combine de os cuidadores dormirem no lar, enfim, mudem o esquema (sei que é muito difícil) para que o próprio cuidador não seja o veículo do vírus. O vírus contamina, sobretudo, em casa, em família, em grupos.
É bem pequena a população idosa institucionalizada, em ILPIs (ou popularmente asilos). Se for o caso, evite as visitas, encontre formas remotas de entrar em contato, por skype, se possível, pelo telefone, e explique, explique, explique o que está acontecendo, várias vezes e de forma calma e didática. É preciso paciência, em alguns casos, para a conscietização do idoso sobre o atual momento da pandemia. Não adianta apenas dizer para lavar as mãos, passar alcool gel etc. Muitos idosos, dependendo da situação, devem ser monitorados.
Consulte o médico para verificar se pode melhorar a imunidade dos idosos, com alimentos ou complementos. Principalmente se tiveram gripe recente ou se têm outras doenças. Verifique a caderneta de vacinas. São 8 recomendadas pelo Ministério da Saúde. Mas atenção: nem todas as pessoas idosas podem tomar as 8. Consulte o médico. Quase todas são aplicadas no SUS, mas algumas só no sistema privado. No dia 23, começa a vacina da gripe. Essa é recomendada a todos. Espero que o governo instale mais postos e postos ao ar livre para vacinar sem filas. Outra coisa, mesmo em casa, não deixe de manter a atividade física. Faça atividade com seus avós, seus pais, pois isso melhora a imunidade. Não adianta ir ao posto antes do dia 23.
Verifique a adesão aos medicamentos dos seus idosos. Se estão tomando os remédios recomendados. Outra coisa, troquem as roupas todos os dias. E expliquem para todos os idosos que ainda não existe vacina para a #covid19
Por fim, se tiver que sair para algum local onde usou transporte, usou CORRIMÃO (que é, claro, muito usado pelos idosos), fiscalize e imediatamente faça a pessoa idosa lavar as mãos ou passar álcool gel. #Gerontologia #USP #EACH

Fonte 1: www.facebook.com/jorge.felix.712?
Fonte 2: https://youtu.be/DOz7HCwX-Cs
Em 14 de março de 2020











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