Pular para o conteúdo principal

Comunicação acessível para todas as idades e a COVID -19

A página "Com acesso" da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul criada exclusivamente para tratar de acessibilidade  nos oferece informações gratuitas sobre o tema.

Pensando no momento atual este espaço, hoje, está dedicado às Pranchas Hospitalares que, também,  podem ser usadas pelos cuidadores domicialres ou como fonte inspiradora para a criação de novas pranchas.

Durante uma internação hospitalar, alguns pacientes podem fazer uso de ventiladores mecânicos ou passar por outros procedimentos que limitam ou impedem a comunicação oral. Pensando nisso, um grupo multidisciplinar da UFRGS desenvolveu pranchas de comunicação alternativa com o objetivo de auxiliar esses pacientes a expressarem suas necessidades.

As pranchas utilizam símbolos gráficos para permitir que o paciente comunique sentimentos, elabore perguntas simples, responda questionamentos feitos por familiares ou pela equipe de saúde e faça solicitações – de água ou um cobertor, por exemplo. Assim, apontando para símbolos ou para letras nos cartões, o paciente pode construir pequenas frases ou indicar necessidades à equipe hospitalar ou aos acompanhantes. Chamamos de pranchas temáticas essas feitas para um determinado contexto, como o hospitalar, assim reúnem os símbolos mais específicos para esse uso.

FONTE DOS PICTOGRAMAS: Sergio Palao – ARASAAC (http://www.arasaac.org/) Licence : CC (BY – NC-SA)


Há muitas iniciativas parecidas no mundo todo, já que os chamados Sistemas Aumentativos e Alternativos de Comunicação (CAA) são úteis em diversas situações. Pessoas impossibilitadas de falar por qualquer motivo ou indivíduos com deficiência intelectual são alguns exemplos de beneficiados por iniciativas como essa. Esses sistemas alternativos resultam da utilização conjunta e coordenada da escrita simples com um sistema de signos e símbolos enquanto estratégia para incentivar a comunicação, criando situações de interação. 

A escrita pictográfica tem ganhado cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas, fazendo parte da comunicação, seja nas redes sociais, por exemplo, seja nos espaços de educação e cultura. Todavia, a substituição de palavras por imagens não é nada recente e está em todo o lugar, desde avisos até orientações em placas de sinalização, configurando, em muitos casos, uma linguagem universal.

Primeiras pranchas já foram encaminhadas e testadas nos hospitais

Por ser um projeto colaborativo, estamos abertos a sugestões de melhorias dos profissionais e dos usuários, a partir da aplicação das pranchas no contexto hospitalar. Profissionais que queiram contribuir com o projeto ou sugerir melhorias podem fazer contato pelo e-mail comacesso.ufrgs@gmail.com.

A impressão foi feita pela Gráfica da UFRGS, com o fomento da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade, e a distribuição  feita com apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte de Porto Alegre. Os cartões também estarão disponíveis online, para download gratuito e impressão, no site https://www.ufrgs.br/comacesso/ e na página da International Society of Alternative and Augmentative Communication Brazil (ISAAC Brasil).
Equipe multidisciplinar - O projeto vem sendo construído de forma multidisciplinar. Eduardo e a aluna do Programa de Pós-Graduação em Design e terapeuta ocupacional Daianne Serafim Martins coordenam a equipe, que também conta com a fisioterapeuta Rita Bersch, a fonoaudióloga Michelle Borges e a enfermeira Ana Beust da Silva.
Nota: As pranchas de comunicação alternativa estão em links individuais. São duas versões, com uma ou duas pranchas, e em diferentes idiomas: espanhol, inglês e português de Portugal. Para ter acesso as pranchas, entre no site  no link da fonte: https://www.ufrgs.br/comacesso/pranchas-caa-hospitalar/
A utilização das pranchas estão explicadas em diversos vídeos que podem ser  assistidos lincando na Fonte do artigo, em azul aqui acima. Replico o  Vídeo sobre o uso das pranchas com a fonoaudióloga Michelle Borges 

No Jornal da Record








Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Divinas Divas, cinquenta anos de carreira

Foto: Leandra Leal e As travestis Brigitte de Búzios, Camille K, Divina Valéria, Rogéria, Jane Di Castro, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos e Marquesa. DIVULGAÇÃO Filme retrata a primeira geração de travestis brasileiras Dirigido por Leandra Leal, ‘Divinas Divas’ traz 8 artistas com 50 anos de carreira teatral. Documentário recebeu dois prêmios no Festival do Rio e tem estreia prevista para 2017 Muita maquiagem, muito brilho, muito hormônio à flor da pele e muito talento também. No documentário   Divinas Divas  – uma das pérolas do Festival Internacional de Cinema do  Rio  – o excesso  é celebrado na figura de oito travestis que representam a história da arte performática no Brasil: Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Marquesa e Brigitte de Búzios. Todas artistas hoje com mais de 70 anos que alcançaram os 50 de carreira, personificando recordes no país sob todos os ângulos e, sobretudo, esquiv...

Saber ouvir 2 - Escutatória Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...   E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor....

Chapéu Violeta - Mário Quintana

Aos 3 anos: Ela olha pra si mesma e vê uma rainha. Aos 8 anos: Ela olha para si e vê Cinderela. Aos 15 anos: Ela olha e vê uma freira horrorosa. Aos 20 anos: Ela olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, decide sair mas, vai sofrendo. Aos 30 anos: Ela olha pra si mesma e vê muito gorda, muito magra, muito alta, muitobaixa, muito liso muito encaracolado, mas decide que agora não tem tempo pra consertar então vai sair assim mesmo. Aos 40 anos: Ela se olha e se vê muito gorda, muito magra, muito alta, muito baixa, muito liso, muito encaracolado, mas diz: pelo menos eu sou uma boa pessoa e sai mesmo assim. Aos 50 anos: Ela olha pra si mesma e se vê como é. Sai e vai pra onde ela bem entender. Aos 60 anos: Ela se olha e lembra de todas as pessoas que não podem mais se olhar no espelho. Sai de casa e conquista o mundo. Aos 70 anos: Ela olha para si e vê sabedoria, risos, habilidades, sai para o mundo e aproveita a vida. Aos 80 an...

O Livro de hoje: A Velhice, Simone de Beauvoir

VELHICE, A (Simone de Beauvoir) Simone de Beauvoir procurou refletir sobre a exclusão dos idosos em sua sociedade, mas do ponto de vista de que sabia que iria se tornar um deles, como quem pensava o próprio destino. Para ela, um dos problemas da sociedade capitalista está no fato de que cada indivíduo percebe as outras pessoas como meio para a realização de suas necessidades: proteção, riqueza, prazer, dominação. Desta forma, nos relacionamos com outras pessoas priorizando nossos desejos, pouco compreendendo e valorizando suas necessidades. Esse processo aparece com nitidez em nossa relação com os idosos. Em seu livro, a pensadora demonstra que há uma duplicidade nas relações que os mais jovens têm com os idosos, uma vez que, na maioria das vezes, mesmo sendo respeitado por sua condição de pai ou de mãe, trata-se o idoso como uma espécie de ser inferior, tirando dele suas responsabilidades ou encarando-o como culpado por sobrecarga de compromissos que imputa a filhos ou netos....

O amor na velhice = Direitos Humanos

"Somos todos lindos, independente de aparência física, porque é linda nossa alma e linda a nossa coragem de amar! Portanto, não nos enterremos antes da hora." Por Olympia Salete Rodrigues,12/033/198 a 21/05/2006 A Cora Coralina que todos conhecemos: aquela mulher que se descobriu poeta já bem velhinha, depois de uma vida de luta, inclusive com um casamento desastroso que ela carregou corajosamente e, só após a morte do marido, conseguiu se ver em sua enorme e verdadeira dimensão, como mulher e como poeta. Escolhi este poema para ilustrar este Artigo por dois motivos: o primeiro por pensar exatamente como ela ao entregar o amor ao amado. O amor tem que ser entregue SEMPRE, mesmo que não seja aceito. Porque o amor só se torna concreto se chega às mãos do ser amado. E, se não entregamos o amor que sentimos, esse amor fica maculado e se deforma, pois foi sonegado, o que, em matéria de amor, é crime sem perdão. O segundo motivo de minha escolha é colocar para todos que me lêem ref...